segunda-feira, 14 de maio de 2012

A melhor mãe que eu conheço!!!


Antes da Adriana engravidar do Gui, sempre que falávamos sobre ter um filho, e brincávamos dizendo que a mãe seria eu e não ela, pois ela afirmava que instinto maternal não era uma de suas qualidades.

Quando o Gui nasceu e viemos para casa, coube a mim a tarefa do banho e de colocá-lo para dormir (mamar felizmente era com ela, tem coisas que um pai por mais dedicado que seja não poderá fazer nunca). Na primeira fralda que eu troquei ela prestava atenção, procurava decorar as etapas, tentando decodificar cada passo para poder repetir.

Como todos os pais de primeira viagem bem sabem, a primeira noite em casa foi bem dificil e mesmo eu do alto do meu conhecimento e arrogância sobre o mundo dos bebês, fiquei atônito e sem saber o que fazer diante do choro do Gui que não parava.  Pensei logo se o hospital aceitava devolução…


Como ele não veio com manual de instrução, fomos tentando entender o que aquele pequenino e estranho ser que mamava, chorava, dormia e fazia coco poderia estar querendo. Logo fomos entendendo quando era fome, sono, etc. A Adriana rapidamente foi decodificando estes códigos muito mais rapidamente do que eu, e fui verificando o que todo o pai logo aprende: mãe só tem uma!

Com 3 meses, e com um choro que não passava, e o instinto maternal da Adriana já funcionando a todo vapor, ela sentiu que algo estava estranho no choro do Gui: não era simplesmente cólica como nos falavam (ele passava as noites em claro berrando). Resultado: Osteomeoelite no crânio e um quadro de infecção generalizada e por muito pouco mesmo não perdemos o Gui pela primeira vez. 




Nesta primeira internação (depois tivemos mais duas antes do transplante devido a pneumonias - numa delas quase perdemos novamente nosso pequeno heroi), ficamos 45 dias no hospital. 

A Adriana não saía de perto dele todo o tempo, e  praticamente não dormia ou comia. Nessa hora percebi que mesmo com todo o meu amor de pai, a relação visceral da mãe com seu filho é única, coisa que nós pais talvez só possamos imaginar. É algo que só as mães devem sentir.


Percebo a cada dia como a Adriana é boa mãe. Na verdade, melhor do que eu jamais poderia imaginar quando planejamos ter o nosso filhotinho. Não poderia ter tido mais sorte e escolhido melhor uma pessoa para ter uma família e ser a mãe do meu filho. Tenho muito, muito orgulho dela. Da sua força e do seu amor de mãe.


Didi, você estava enganada. Você não só tem instinto maternal, como é a melhor mãe que eu conheço.

















Eu te amo!

Parabéns a todas as mães! Sem vocês nenhum de nós estaria aqui…muito menos o Gui!


Luis Claudio

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Todo o Exército Alemão (D+202)



Quando o Gui ainda estava internado no Copa D'or e ficou mal o suficiente para seguir para a Unidade de Terapia Intensiva, a médica explicou que o sangue de uma pessoa funciona como um exército, e se um soldado cai, tem que vir outro logo atrás para continuar o combate. E assim são as células do sangue quando atuam no combate a alguma infecção. Ela continuou explicando que boa parte do contingente caíra e que, portanto, os remasnecentes tinham que lutar em dobro para a sua saúde melhorar.

Papo vem, papo vai, vida que segue e este final de semana tivemos o primeiro test-drive da medula nova. Um gripe de origem viral tomou conta do Gui, nariz prá lá de congestionado, noites mal dormidas, inapetencia e uma tarde de sábado linda inteirinha no Copa D'or.

Exames de sangue, quadro viral, doses extras de imunoglobolina através de duas injeções na barriga para dar uma salvagarda às suas defesas contra virus e remédios extras. Resultado: uma semana depois seus leucócitos baixaram, mas ele já apresenta boa melhora. Comendo e respirando tranquilamente.
Mas e os leucócitos? Isso também, de certa forma, não é mal, pois significa que o exercito ficou e lutou, tiveram baixas, mas a virose perdeu a batalha.

Ao telefone com o José Marcos (sempre ele!!), perguntando sobre os exames ele voltou a associar o sangue a um exército e falou: - O exército alemão reagiu bem!! O organismo do Gui reagiu como uma criança normal à virose!

Ufa!! Foi um teste, coisa a toa em qualquer criança imunocompetente e sem ter passado por um transplante! Coisa que ainda assusta um pouco a gente...

Em suma! O exército alemão arrasou quarterão e parece ter vindo para ficar já dando o seu recado!

Mas quando o JM falou do exército alemão somente fiquei apreensiva com a possibilidade de termos pela frente algo como uma gripe russa...

Um grande beijo a todos (de longe para não pegar gripe),

Adriana