quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Deu no G1!! 09/11/2011

Pais comemoram


sucesso de transplante


do menino Guilherme



'A medula pegou', escreveu Adriana Mezabara em blog na noite de terça.
Menino de 1 ano fez o transplante no dia 21 de outubro em hospital de SP.

Do G1 RJ

2 comentários

Os pais do menino Guilherme Mezabara, de um ano, comemoram o sucesso dotransplante de medula do filho. "A medula pegou!!!!!", escreveu a mãe do menino, Adriana Mezabara, no blog na noite de terça-feira (8), 18 dias depois da realização do transplante, comemorando a vitória do filho, que já começa a dar adeus à rara doença que o deixava sem imunidade.

Segundo Adriana, a notícia veio às 8h, com a visita das enfermeiras. "Nossa... ele estava no meu colo, estávamos sentados na poltrona, e comecei a chorar!!!", escreveu ela. "Mais tarde alguns outros médicos vieram nos visitar e nos parabenizar pela conquista, e que conquista!!! É um pesadelo que está acabando, é uma nova vida que está começando!!", completou.

Luis Cláudio e Adriana com Gui no hospital (Foto: Arquivo Pessoal)Luis Cláudio e Adriana com Guilherme no hospital (Foto: Arquivo Pessoal)

Ainda segundo o blog dedicado ao pequeno Guilherme, o resultado do exame dos leucócitos deveria apresentar limite mínimo entre 800 e 500 de neutrófilos. "(...)quando perguntei do resultado aí que a alegria dominou!!! 1.800 e 1.300, respectivamente!! Bom demais!!!!", revelou Adriana.

Guilherme Mezabara fez um transplante de medula óssea em um hospital em São Paulo em 21 de outubro e segue em tratamento quimioterápico.

A granulomatosa crônica faz com que a criança não tenha nenhuma imunidade a bactérias e fungos, o que significa que ele não pode ficar exposto, porque não tem defesas.

Guilherme e os pais, Luis Cláudio Anísio e Adriana Mezabara, aguardavam a operação desde que a doença foi descoberta, quando o menino tinha sete meses. A notícia de um doador compatível surgiu quatro meses depois, do banco internacional. A medula de um alemão era compatível com o bebê. O transporte foi feito de avião, chegando na sexta-feira ao hospital.

De acordo com Adriana, os médicos estavam otimistas e aguardavam a nova medula “pegar”. “A compatibilidade foi testada antes do transplantes. No momento da infusão já tem que estar tudo certo. Agora a quimioterapia vai ‘matar’ a medula original dele para a nova ter espaço para se acomodar”, explicou a mãe do bebê, pouco depois do transplante. Durante essa "acomodação" da nova medula, a criança fica sem defesas.

Novo sangue da nova medula óssea de Guilherme (Foto: Arquivo Pessoal)Novo sangue da nova medula óssea de Guilherme
(Foto: Arquivo Pessoal)

Por esse motivo, Guilherme segue num quarto completamente isolado, no setor de transplantes do hospital, com filtragem de ar e cuidados especiais de assepsia. Quem entra no local precisa usar máscaras. “Agora a gente está fazendo as precauções, enquanto a nova medula não pega nele. Estamos com a expectativa de que até meados de novembro essa medula passe a funcionar nele”, disse a Adriana.

Luis Cláudio e Adriana entraram num esquema de plantão para ficar com o filho. Alugaram um apartamento perto do hospital, onde se revezam para dormir, cada um uma noite, enquanto o outro fica no hospital com Guilherme. Durante o dia, os dois fazem companhia a ele no quarto.

Guilherme parece ter momentos de diversão mesmo no quarto isolado. “Ele está com carinha de criança. Mexe nas bombas de medicamento, às vezes a gente tem que sair correndo atrás dele. A impaciência dele é só quando mexem nele. Tem que verificar pressão várias vezes por dia, trocar o catéter. Então sempre que a enfermeira vem pra mexer nele, ele fica irritado. Fora isso, ele tem se alimentado bem e estamos na expectativa da medula pegar o quanto antes.”

A mudança no tipo sanguíneo do filho de A negativo para B positivo não deve ser coincidência. Adriana está mesmo otimista em relação ao sucesso do tratamento. “Pode dar uma rejeição à medula nova. É tudo muito surpresa o que vem por aí, não tem como antecipar. Mas o que a gente antecipa é a expectativa de que vai dar tudo certo.”

E se depender do menino, vai dar. Segundo a mãe ele já conquistou os funcionários do hospital. "As enfermeiras, a copeiras, as moças da faxina. Ele é o único bebê dessa ala. Fica todo sorridente para elas", comemorou.

2 comentários:

  1. Papai e Mamãe...hoje vendo o globo reporter tive minha atenção chamada para o Gui, uma pessoinha tão pequena e com uma história de vida tão grande (tem bagagem esse garotão hein?!?!?)Senti tantas lágrimas enquanto lia atentamente este blog.
    Gui é um vencedor, com pais vencedores que terão muito tempo pela frente pra várias aventuras deliciosas.
    Parabéns pela perceverança, força, amor...
    Vida longa ao Gui!!!!!!!
    Leticia Carvalho

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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